sexta-feira, 29 de março de 2019

Justiça condena Jorge Picciani e dois ex-deputados por corrupção


O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) condenou nesta quinta (28) os ex-deputados estaduais do Rio de Janeiro Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença foi proferida por seis desembargadores em ação penal movida a partir da Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava-Jato no Rio de Janeiro.
O início do cumprimento da pena não é imediato. Ainda há recursos possíveis no TRF2, de embargo declaratório e embargo infringente. A defesa dos acusados também pode acionar o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é a segunda instância nesse processo. Por enquanto, os três continuam em prisão preventiva, com Picciani em regime domiciliar. Somente após a condenação em segunda instância, é que a sentença começa a ser cumprida.

A 1ª Seção Especializada é composta por seis desembargadores: o presidente, Ivan Athié, o relator, Abel Gomes, o revisor, Messod Azulay, Paulo Espirito Santo, Simone Schreiber e Marcello Granado. Todos, com exceção de Athié, que não votou, acompanharam o voto do relator, inclusive na dosimetria das penas.Picciani foi condenado a 21 anos de reclusão, 564 dias-multas, de 20 salários mínimos cada dia-multa, em regime fechado; Paulo Melo, a 12 anos e cinco meses, com 350 dias-multas, de 20 salários mínimos cada dia-multa, e Albertassi, a 13 anos 4 meses, com 392 dias-multas, de 15 salários mínimos cada.
"O que estamos falando aqui é de pagamento ilícito que fez enriquecer essas pessoas, podendo comprar fazenda, gado, casa, mandar dinheiro para fora. O que isto tem a ver com caixa 2? Não há conflito aparente. Isto é corrupção. O que consta da denúncia é corrupção,", disse Abel Gomes. É a primeira vez que os três ex-parlamentares são condenados em desdobramentos da Lava-Jato.

O voto foi acompanhado por Messod, que destacou não se tratar de crime eleitoral, e sim de corrupção. “Muito desse dinheiro foi desviado de obras públicas e serviços públicas. Considero que a orcrim [organização criminosa] cometeu diversos crimes contra bens da União. Caixa 2 eleitoral. Consiste em receber valores de campanha e não declarar. A corrupção passiva é praticada por agente público. Os valores foram pagos pela Fetranspor e Odebrecht, inclusive em anos em que não havia campanha eleitoral”, ressaltou Messod.
Os três ex-parlamentares haviam sido presos preventivamente em novembro de 2017, com a deflagração da Operação Cadeia Velha. Eles chegaram a ser soltos por deliberação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas foram novamente detidos após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a decisão do legislativo estadual.

Em abril do ano passado, Picciani obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por questões de saúde. Melo e Albertassi estão no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio.
A partir da Operação Cadeia Velha, em novembro de 2017, o TRF2 determinou  também que os três ex-deputados fossem afastados das funções do mandato. Nenhum deles tentou se candidatar para a nova legislatura, que teve início neste ano.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Cadeia Velha, os três ex-deputados receberam propina para garantir a aprovação de medidas legislativas favoráveis a empresas dos setores de construção civil e transportes públicos. O MPF sustentou que tais práticas ocorreram dentro de esquemas de corrupção vinculados a uma poderosa organização criminosa abrigada no seio do MDB fluminense, sob a liderança do então governador Sérgio Cabral, também do MDB.

Segundo o MPF, rntre 2010 e 2015, somente a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) repassou a Picciani R$ 49,9 milhões e a Paulo Melo, R$ 54,3 milhões. Já Edson Albertassi foi acusado de dissimular pagamentos mensais recebidos de 2012 até 2014, que somaram mais de R$ 1,7 milhão.

Na denúncia, o MPF diz que a propina era paga considerando a posição privilegiada dos parlamentares nas negociações com os colegas – Picciani e Melo foram presidentes da Alerj. As investigações revelaram ainda que o sistema da construtora Odebrecht registrou pagamentos de R$ 11,1 milhões para Picciani, entre 2008 e 2014, e de R$ 1,4 milhão para Paulo Melo, entre 2010 e 2014.

O julgamento dos três foi no TRF2 porque a denúncia foi aceita quando os réus ainda eram deputados estaduais e, portanto, tinham direito ao foro privilegiado. Eles estão também entre os acusados por crimes no âmbito de outras investigações que se desdobraram da Lava Jato. No caso da Operação Furna da Onça, como a denúncia ainda não havia sido recebida, o TRF2 encaminhou no mês passado os autos para a 7ª Vara Federal Criminal, na primeira instância, que é conduzida pelo juiz Marcelo Bretas.

Durante o julgamento, os advogados dos ex-deputados negaram as acusações. Rafael De Piro, que representa Jorge Picciani, questionou a forma como o processo foi distribuído e defendeu a competência da Justiça Eleitoral para analisar a questão. "Peço que ele não seja julgado pelo seu partido e pelo seu nome, e sim pelos seus atos", afirmou De Piro.

O advogado de Paulo Melo, Flavio Mirza, alegou que seu cliente era adversário político de Picciani e disse que as acusações não têm sentido. Mirza também se disse favorável à competência da Justiça Federal. Já Márcio Delambert, que defende Albertassi, sustentou que empresários de transportes acusados de envolvimento no esquema de propina afirmaram em juízo que desconheciam o então parlamentar. "É curioso que, na longa exposição feita pelos procuradores do MPF, o nome de Albertassi tenha sido citado apenas duas vezes."

Fonte: Notícias ao minuto

Prefeita Francimara decreta pontos facultativos nas vésperas dos feriados de abril


Em decorrência de três feriados no mês de abril, a prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, decretou pontos facultativos nos dias que antecedem as datas.

De acordo com o decreto 107, de 23 de março, as repartições públicas municipais não funcionarão em 1º, 18 e 22 de abril, que são vésperas dos feriados do padroeiro de SFI, São Francisco de Paula (2), de Sexta-Feira da Paixão (19) e de São Jorge (23), respectivamente.

Segundo o documento, “os serviços públicos indispensáveis, contínuos e essenciais à preservação da vida humana, tais como, postos de Saúde 24 horas, os serviços do Hospital Municipal Manoel Carola, incluídos, ainda, os serviços de limpeza urbana” não estão incluídos e deverão funcionar regularmente.

Em sua decisão, a prefeita considerou o “costume nas repartições públicas decretar ponto facultativo a véspera do feriado de sexta-feira da Paixão, bem como em dias que antecedem o feriado e sucedem o final de semana”.

Para ela, agindo desta forma, o Poder Público atua de forma coesa com os servidores em respeito a essa tradição, “reconhecendo que, nessas datas muitos de nossos munícipes se deslocam para o convívio com entes mais distantes, ausentando-se do município, bem como, que para aqui se destinam turistas reencontrando familiares”.

Ascom SFI

Trio de menores planejava Ataque à Colégio Público

Foto ilustrativa
Nesta semana, equipes de policiais da 143ª DP detectaram a tempo o plano macabro de 3 alunos da rede de ensino, de tocarem terror no Colégio Estadual Romualdo Monteiro de Barros, no Bairro Cidade Nova em Itaperuna.
Por meio de fotos em que aparecem com os rostos cobertos por máscaras, portando facas e de textos nas redes sociais, ameaçaram tirar a vida do máximo possível de colegas da escola.
O suficiente para que os investigadores agissem rapidamente, evitando mais uma tragédia de uma série intensificada nos últimos dias no Brasil e no mundo.
Os menores, com 15, 16, 17 anos, foram autuado no fato análogo dos Artigos 147 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 (Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave) e Artigo 5° da Lei 13.260/16 (Terrorismo).
Aos pais de adolescentes e jovens, a pergunta: vocês monitoram as redes sociais de seus filhos?

BNB com informações do blog jorgeluizonline.com

quinta-feira, 28 de março de 2019

Nego do Borel se diverte dando notas de R$ 50 para vendedores em semáforo



Nego do Borel postou em seu Instagram um vídeo em que aparece se divertindo com vendedores de bala no sinal de uma rua do Rio de Janeiro. Nas imagens, o funkeiro aparece com várias notas de R$ 50 na mão e fazendo perguntas de multiplicar aos meninos. Quem acerta, ele dá uma nota. Ele também pede que os vendedores de bala cantem a sua música “O cara do momento”. “Quem cantar, eu dou”, diz Nego no vídeo. Assista:
Aos postar o vídeo, o funkeiro acabou sendo alvo de críticas de seus seguidores. “Só eu que acho triste esse tipo de atitude? Tão desnecessário. Faz tudo para aparecer”, comentou um deles. “Chegar com um carrão de R$ 600 mil com a mão cheia de dinheiro. Ajudaria mais com um prato de comida”, disse outro. “Você deveria ter vergonha aparecendo assim desse jeito”, opinou um seguidor. “Legal brincar com a miséria dos outros para ganhar likes”, comentou uma seguidora.

Fonte: Extra

Moradores aprovam obras em ruas do Centro e de Barra do Itabapoana




A prefeita de São Francisco de Itabapoana (SFI), Francimara Barbosa Lemos, esteve na manhã desta quarta-feira (27) na área central do município e na localidade de Barra do Itabapoana para assinar ordens de serviço para pavimentação com intertravados. Os investimentos somam mais de R$ 520 mil e são oriundos de parceria entre o Ministério das Cidades e a prefeitura, tendo aprovação dos moradores.

No Centro, a Rua Francisco Alves Martins será a beneficiada, já em Barra, será a Rua Sanduval Andrada e uma travessa transversal. As três vias compreendem um trecho de aproximadamente 500 metros no total que, além dos intertravados, serão contempladas com calçada padronizada, sinalização e redutores de velocidade. A previsão de término das obras é de seis meses.

Vão ficar muito legais. As intervenções são desejos antigos dos moradores dos dois locais que, agora, a prefeitura começa a transformar em realidade. Na verdade, obras como estas serão cada vez mais comuns na nossa trajetória administrativa. Prossigo com meu objetivo de fazer o melhor governo da história deste município”, afirmou a prefeita Francimara. Ela percorreu as ruas informando à população sobre o início dos trabalhos.
Vereadores, secretários municipais e assessores também prestigiaram a ocasião.
Moradores aprovam obras — O técnico de segurança do trabalho Jamilton Carvalho, 35 anos, contou que fez “questão de externar seu agradecimento à prefeita Francimara, pois vários governos passaram, mas ninguém ainda tinha realizado”. Ele é morador do Centro.

Já a aposentada Lígia Maria Demingos, 64, afirmou ter ficado “muito feliz” ao ver o descarregamento dos materiais e que a obra vai solucionar problemas antigos. Ela, que mora em Barra, relatou que em períodos chuvosos, a “rua fica parecendo uma lagoa, além de acumular muita lama”.



Com informações da Ascom SFI

CÂMARA APROVA DIVÓRCIO IMEDIATO EM CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (27) um projeto de lei que permite à vítima de violência doméstica solicitar ao juiz a decretação imediata do divórcio ou do rompimento da união estável. A matéria segue para apreciação do Senado.

O texto aprovado prevê a necessidade de a vítima ser informada sobre o direito de pedir imediatamente o divórcio e a possibilidade de o juizado decidir sobre esse divórcio sem tratar da partilha de bens, que poderá ser feita posteriormente.
A relatora do texto aprovado, deputada Erika Kokay (PT-DF), destacou que atualmente a lei já permite o divórcio ou a dissolução da união estável em qualquer hipótese, sem a necessidade de que a vítima comprove violência doméstica para que o vínculo seja rompido.
“Mesmo assim, o projeto tem grandes méritos. O primeiro é chamar atenção para o fato de que, entre as vítimas de violência doméstica e familiar, ainda há grande desinformação sobre a possibilidade de ajuizamento imediato da ação de divórcio, sendo útil colocar na lei a necessidade de orientar as vítimas sobre essa alternativa”, afirmou a deputada.
Licença-maternidade
Em outra votação, parlamentares aprovaram a proposta que prorroga o início da licença-maternidade a mulher ou o seu filho permanecerem em internação hospitalar por mais de três dias. O projeto também segue para análise do Senado.
Segundo o texto, a licença poderá ser suspensa, a critério exclusivo da trabalhadora, se o recém-nascido permanecer internado. A suspensão deverá ocorrer depois de transcorridos pelo menos 15 dias de seu gozo. A licença interrompida é retomada assim que houver alta hospitalar do recém-nascido.
Da mesma forma, o pagamento do salário-maternidade acompanhará a suspensão da licença e será retomado quando a criança sair do hospital e a licença voltar a ser usufruída.

Fonte: Agência Brasil/O Dia

Absurdo!!! Ibama exonera servidor que multou Bolsonaro por pesca irregular


O servidor do Ibama que multou o então deputado Jair Bolsonaro em 2012, por pesca irregular em uma área de proteção ambiental no Rio de Janeiro, foi exonerado nesta quinta-feira, 28. A dispensa de José Olímpio Augusto Morelli, que atuava um cargo de comissão na Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro), foi publicada no Diário Oficial da União.
O Estadão/Broadcast apurou que a decisão de retirar Morelli do cargo foi tomada pelo major da Polícia Militar Olivaldi Alves Borges Azevedo, que foi nomeado em janeiro por Bolsonaro, para assumir o comando da Dipro, ao qual o Morelli estava subordinado.

No DOU, a dispensa de José Olímpio Augusto Morelli é assinada pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim. Sua saída do cargo, no entanto, está diretamente atrelada à decisão do major escolhido por Bolsonaro, nomeado para a diretoria do Ibama em 10 de janeiro.

Um dia antes da nomeação de Olivaldi para o cargo, o Ibama anulou a decisão que multou em R$ 10 mil o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pela pesca irregular, em Angra dos Reis (RJ). A decisão se apoiou em um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), dado no dia 20 de dezembro do ano passado, durante o governo de Michel Temer. A AGU entendeu que Bolsonaro não contou, no processo, com o "amplo direito de defesa". A autuação de Bolsonaro em flagrante não foi anulada e o mérito do processo ainda deve ser alvo de julgamento.

No dia 4 de janeiro, logo após a posse de Bolsonaro, um superintendente substituto do Ibama no Rio de Janeiro encaminhou um ofício diretamente a Bolsonaro para informar que "a decisão proferida deliberou pela nulidade das decisões administrativas" do caso. Ou seja, anulou todos os atos tomados e que levaram à confirmação da multa.

Em janeiro de 2012, o então deputado Bolsonaro foi flagrado pescando na Estação Ecológica de Tamoios - uma área protegida -, entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty, no Rio. Em sua defesa, Bolsonaro já afirmou que tinha um documento do Ministério da Pesca liberando a atividade artesanal naquela região.

Fonte: Estadão